“A vaquejada e a pega do boi são tradições centenárias no Nordeste brasileiro”

vaquejada
Foto: Portal Vaquejada

Quero, aqui, como nordestino que sou e deputado estadual, manifestar publicamente o meu repúdio à decisão do Supremo Tribunal Federal, que julgou como inconstitucional, na última quinta-feira (6), que a Lei cearense 15299/2013, que regulamentava a vaquejada naquele Estado. Com isso, a vaquejada passou a ser uma prática ilegal, por estar relacionada a maus tratos com os animais.  Repudio não apenas pelo impacto que isso representa para a cultura e a tradição do povo nordestino. Mas, também, pelo impacto financeiro que essa ação terá para Pernambuco e para todos os Estados da Região Nordeste.

A vaquejada e a pega do boi são tradições centenárias no Nordeste brasileiro. A vaquejada, por exemplo, é uma atividade que movimenta cerca de R$ 600 milhões por ano. Gera 120 mil empregos diretos, 600 mil indiretos. E mais do que isso, a vaquejada não é apenas um esporte para o nordestino, é, também, uma manifestação cultural. Na Região, só perde em público para o futebol.

É uma decisão equivocada, que não leva em consideração a importância afetiva, econômica e cultural que a vaquejada tem para o povo. Claro que temos preocupação com os animais, mas entendemos que com a regulamentação da prática da vaquejada e da pega do boi é possível garantir que não haja maus tratos com os bichos. Tornar ilegal não é a solução. Regulamentar, sim.

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