Na tribuna, Júlio Cavalcanti cobra, mais uma vez, melhorias na saúde do Estado

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Parlamentar foi à tribuna nesta quarta, 21

Nós recebemos muitas mensagens nas nossas redes sociais, e na semana passada uma delas foi de uma senhora denunciando o abandono em que se encontra o Hospital de Arcoverde. Palavras dela: “ninguém quer trabalhar, não estão recebendo salário, não tem água pra beber, até os bebedouros foram retirados, copos nem se fala. a população pede socorro!”. E nós, enquanto representantes do povo pernambucano, não podemos ficar calados diante desse caos que tomou conta dos hospitais e clínicas do Estado.

Essa mensagem é um retrato bastante fiel do que está acontecendo na saúde de Pernambuco como um todo, não apenas na nossa cidade de Arcoverde. Não é de hoje que usamos a tribuna para pedir por aquela tão importante unidade de saúde, responsável pelo atendimento de tantas pessoas da região do Moxotó. O hospital está passando pela segunda intervenção, já há mais de seis meses. O Estado até mandou respostas para nossos pedidos, inclusive via imprensa, mas melhoria efetiva a gente não viu.

Um dos nossos grandes pleitos junto à Secretaria Estadual de Saúde é pela melhoria do HR Arcoverde. Temos ciência do caos em que a unidade se encontra. Já estive várias vezes com o secretário, doutor Iran, que sempre nos recebe muito atenciosamente, para tratar sobre o tema, cobrando soluções. O secretário nos informa que não tem verba e que está fazendo o possível. Sabemos que o Estado está com dificuldades financeiras, muito embora o governador Paulo Câmara continue gastando com propaganda.

Outro caso que tomamos ciência aconteceu, na semana passada, no Recife: uma pessoa veio do município de Buíque, para fazer uma tomografia na Unineuro, exame que estava marcado há cerca de um mês, via Barão de Lucena. Pois bem… o exame não foi feito porque o Estado não está pagando a clínica. Imaginem quantas e quantas pessoas saem de suas cidades, no interior, para realizar procedimentos no recife, e voltam para casa sem fazer?

As notícias, tanto as que chegam pelas redes sociais, quanto as que lemos nos jornais, são péssimas. Recentemente, em uma única reportagem da TV Jornal, o apanhado foi esse: fechamento de leitos, desativação de UTIs e suspensão de plantões noturnos nos hospitais do Estado. No hospital Miguel Arraes, metade dos leitos da ortopedia e nove de UTI foram fechados. Os fornecedores pararam de entregar material hospitalar por que não recebem pagamento há mais de três meses. No hospital Agamenon Magalhães a UTI coronariana foi desativada. No Barão de Lucena, 10 leitos da UTI adulto, 15 leitos da clínica médica e 11 leitos da clínica cirúrgica fechados. Já no Maria Lucinda, a UTI neonatal fechada e os plantões de ortopedia e pediatria suspensos.

Faltam medicamentos e até utensílios para procedimentos simples. Funcionários com salários atrasados, cirurgias desmarcadas e falta de estrutura para pacientes e acompanhantes. No hospital Getúlio Vargas, cerca de 40 cirurgias eletivas são canceladas todos os dias por falta de materiais simples, como gaze e compressas. Os terceirizados não recebem. Enfim… é o retrato total e completo do caos na saúde pública.

Até o Imip está de chapéu na mão. A situação está tão grave por conta da falta de repasse nos recursos do Estado que a instituição – uma referência nacional – chegou a fazer uma carta aberta à sociedade pedindo ajuda. Aí vocês imaginam que se o Imip, o queridinho do Estado, está assim… os demais então, nem se fala.

A gente reconhece que a crise nacional é um fator que piora muito a situação dos Estados e municípios. Mas no meu entendimento faltou planejamento dos recursos que iam sustentar toda a megaestrutura de saúde que foi criada em Pernambuco. Porque não adianta sair construindo hospital, gastando milhões e milhões em obras e equipamentos, e não pagar o pessoal para fazer a unidade funcionar. Não adianta ter tomógrafo de última geração e faltar gaze. Tem que ter um equilíbrio nas contas. Fazer, de fato, mais com menos.

E por falar em mais por menos, é impressionante o que uma má gestão é capaz de fazer. Pernambuco já foi o Estado que mais cresceu no Brasil. E hoje, de acordo com um estudo feito pelo Banco Santander, publicado no jornal Folha de Pernambuco no dia 16 de outubro, Pernambuco terá a maior queda no PIB de todo o País. Ora, quem sabe fazer mais com menos não deveria deixar isso acontecer, não é verdade?

Então fica aqui o meu apelo ao governador Paulo Câmara: esta é a hora, governador, de realmente fazer mais com menos. Seja lembrado como o gestor que soube conduzir o estado no meio da crise, e não como o que sai bonito na propaganda da televisão.

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